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O funcionamento do
sistema GPR é baseado no envio de um pulso mínimo de energia
para o interior do material, seguido pela gravação da
potência com que esse pulso retorna e do tempo requerido
para o recebimento de reflexos do pulso enviado. Uma série
de pulsos distribuídos ao longo de uma determinada área é o
que se denomina varredura (scan). Os reflexos são produzidos
sempre que o pulso de energia penetra em um meio com
propriedades de condutividade elétrica ou permissibilidade
dielétrica diferente das do meio anterior. A potência, ou
amplitude, do reflexo é determinada pelo contraste entre a
condutividade e as constantes dielétricas dos dois meios.
Isso significa que um pulso que passa de areia seca
(constante dielétrica 5) para areia molhada (constante
dielétrica 30) produzirá um reflexo muito forte, enquanto
que passando de areia seca (constante 5) para um meio
calcário (constante 7), produzirá um reflexo bem mais fraco.
Embora parte da energia do pulso
seja refletida de volta para a antena, o pulso continua a
penetrar no meio até que se dissipe (ou se atenue) ou que a
unidade de controle do GPR tenha fechado sua janela de tempo
(Figura 2). A razão de atenuação do sinal varia muito e
depende das propriedades do material sendo atravessado pelo
pulso.

Figura 2: GPR emite um pulso de energia
Materiais de alta
permissibilidade dielétrica freiam a onda de radar, que não
consegue uma penetração profunda. Materiais de alta
condutividade também atenuam rapidamente o sinal. A
saturação hidráulica eleva dramaticamente a constante
dielétrica do material, por isso a área a ser levantada deve
ser previamente examinada para que se identifique uma
possível penetração de água.
Metais são considerados como
refletores perfeitos por não permitirem que qualquer sinal
os atravesse. Materiais que estejam embaixo de placas de
metal, de malha fina de metal ou de piso metálico não serão
identificados pelo radar.
A antena não
emite a energia do radar em linha reta. A emissão tem a
forma de um cone (Figura 3). O tempo de ida e retorno da
energia que chega à base do cone é maior do que a da energia
dissipada na região mais próxima à antena. Isso se dá porque
a base do cone representa a hipotenusa de um triângulo reto.

Figure 3: Radar Energy is Emitted in a
Cone Shape
Como leva mais tempo para aquela
energia ser recebida, ela é gravada mais à frente no perfil.
Quando se move a antena sobre um alvo, a distância entre
eles diminui até que a antena esteja sobre o alvo e, a
partir daí, volta a aumentar, quando a antena se afasta do
alvo. Por essa razão, cada alvo singular aparece nos dados
como uma hipérbole, ou um U invertido. O alvo está, na
realidade, na amplitude de pico da onda positiva, ou seja,
no alto da hipérbole. A parte de baixo da Figura 3 serve de
ilustração.
Os dados são adquiridos em
seções paralelas, que são posteriormente unidas e preparadas
para processamento em computador, com o uso de um software
especializado, como o RADAN, fornecido pela GSSI. O
computador produz então uma superfície horizontal a uma
determinada profundidade. Essa superfície é
chamada de fatia de profundidade (
depth slice ), o que permite que os operadores interpretem
os alvos existentes em diferentes profundidades da área
sendo levantada.
Processamento dos Dados:
Em muitos casos, o operador de
GPR simplesmente anota a localização de um alvo para que ele
seja evitado, no futuro. Para esses clientes, talvez seja
necessário apenas o uso de um único perfil, que indique a
localização aproximada do alvo na superfície da área sendo
pesquisada. Outros clientes podem precisar de mapas
detalhados do subsolo, com indicação de profundidade. Neste
caso, o operador deverá utilizar o programa de processamento
de dados de GPR da GSSI, que aplica funções matemáticas aos
dados, removendo assim interferências do ambiente e
permitindo fazer migrar as hipérboles e calcular a
profundidade com precisão, alem de outras possibilidades de
processamento. |